Justiça do RJ torna Jorge Fernandes réu em esquema de 'rachadinha'
Ex-chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro responde por organização criminosa

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu aceitar a denúncia e tornou Jorge Luiz Fernandes, ex-chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro, e outros seis ex-assessores réus em um suposto esquema de 'rachadinha' que movimentou cerca de 1,9 milhão de reais de 2005 a 2021.
De acordo com o juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, os réus responderão pelos crimes de organização criminosa e peculato. As investigações realizadas pelo Ministério Público do Estado (MP-RJ) revelaram que o grupo devolvia ilegalmente parte dos salários de servidores ao chefe da nomeação, Jorge Luiz.
✨ As investigações apontam que Jorge Luiz atuou como 'líder e mentor' da organização, arquitetando a contratação dos demais envolvidos.
Os denunciados têm um prazo de 10 dias para apresentarem suas defesas. Entre os réus está a esposa de Jorge, Regina Célia, que, conforme indicam as apurações, transferiu mais de 800 mil reais para a conta do marido.
Outra acusada, Juciara da Conceição Raimundo da Cunha, movimentou aproximadamente 650 mil reais, tanto em saques quanto em transferências para Jorge. A denúncia do MP foi protocolada em setembro de 2024, após o arquivamento das apurações contra Carlos Bolsonaro, por falta de evidências suficientes contra ele.
O juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venâncio Braga, no entanto, reabriu o caso, discordando do arquivamento anterior. Carlos Bolsonaro, que atuou como vereador no Rio por sete mandatos consecutivos, deixou o cargo no final de 2025 e agora busca uma vaga no Senado por Santa Catarina nas próximas eleições.
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