Família Alghoul, vinda da Faixa de Gaza, aguardava liberação no aeroporto

Uma família palestina, composta por três membros, incluindo uma mulher grávida e uma criança com problemas de saúde, foi autorizada a entrar no Brasil após passar seis dias retida no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
A decisão foi tomada na quarta-feira (22), através de uma liminar de habeas corpus concedida pelo juiz Márcio Assad Guardia. A família Alghoul, que havia desembarcado com vistos válidos até dezembro de 2026, enfrentou complicações devido a uma restrição imposta pela Polícia Federal.
Apesar de terem documentação adequada, a entrada da família foi bloqueada sem justificativas concretas. O advogado Willian Fernandes argumentou que a situação configurava um ‘constrangimento ilegal’ agravado por suas altas vulnerabilidades e pela falta de opções seguras de retorno.
✨ A liminar garante a regularização provisória da situação migratória da família no Brasil, que já formalizou o pedido de refúgio.
Após a autorização judicial, a Polícia Federal foi instruída a liberar a entrada da família e devolver os documentos de viagem. Atualmente, os Alghoul encontram-se seguros em uma casa alugada em São Paulo, sob apoio da comunidade palestina local.
Refugiados frequentemente enfrentam dificuldades de entrada no Brasil, especialmente no Aeroporto de Viracopos, onde há casos similares de retenção.
A CNN Brasil tentou obter um posicionamento da Polícia Federal sobre o caso, mas o órgão ainda não se manifestou.
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