Acusações incluem tortura de opositores políticos e cidadãos americanos.

O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, se declararam inocentes das acusações de tortura durante audiência em um tribunal de Nova York nesta quinta-feira, 15. Eles estão detidos nos Estados Unidos desde janeiro e já enfrentavam acusações de narcotráfico e posse de armas.
Na semana passada, o processo criminal contra o casal foi ampliado com novas alegações de conspiração para cometer atos de tortura contra opositores políticos, incluindo cidadãos americanos. Os promotores detalham na acusação formal, feita em 8 de outubro, supostos casos de simulação de afogamento, estupros e espancamentos.
✨ Maduro se apresentou como 'prisioneiro de guerra' e classificou as novas acusações como 'falsas'.
Maduro e Flores foram capturados durante uma operação militar americana em sua residência em Caracas, no dia 3 de janeiro. Desde então, a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez governa a Venezuela como presidente interina, sob a pressão do governo dos EUA, liderado por Donald Trump.
Todd Blanche, secretário de Justiça dos EUA, afirmou que as novas acusações evidenciam a determinação do governo Trump de buscar justiça para as vítimas de tortura, narcoterrorismo e crime organizado. Durante seu mandato, Maduro foi frequentemente acusado por organizações de direitos humanos de usar repressão política para se manter no poder.
A acusação formal de tortura alega que o objetivo era 'reprimir e punir a oposição política', silenciar a dissidência e intimidar adversários. O documento menciona o caso de um oficial detido em 2013, que teria sido espancado e submetido a choques elétricos após ser suspeito de planejar um golpe de Estado.
O ex-presidente e sua esposa estão atualmente em uma penitenciária federal no Brooklyn, onde enfrentam um regime rigoroso, sem acesso a jornais ou internet, mas podem manter contato telefônico com familiares e advogados. O julgamento por narcotráfico está agendado para começar em 1º de junho de 2027, e até agora, ambos se declararam inocentes.
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