Ministério Público permite contabilização de estágio para aumento salarial
Nova orientação pode acelerar a concessão de benefícios a procuradores

O Ministério Público da União (MPU) autorizou que os procuradores da República incluam o período de estágio na advocacia ao calcular o tempo necessário para receber um adicional a cada cinco anos de serviço. Essa decisão visa agilizar o processo de obtenção dessa verba extra.
A medida foi revelada pela TV Globo e confirmada por CartaCapital. O adicional é conhecido como Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira e recebeu o aval do Supremo Tribunal Federal (STF) durante a análise sobre a constitucionalidade de vantagens remuneratórias para magistrados e membros do MP.
✨ O STF determinou que os benefícios adicionais não podem exceder 70% do subsídio recebido por esses servidores.
Os critérios estabelecidos foram organizados em duas parcelas, conforme uma resolução conjunta do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público. A primeira parcela abrange verbas indenizatórias, incluindo diárias, ajuda de custo para remoção, e gratificações. A segunda parcela diz respeito a adicionais com base na antiguidade, com um teto de 35 anos de serviço.
Com essa nova regra, é possível que servidores recebam um aumento de até R$ 32,4 mil em seus salários mensais, que podem atingir R$ 78,8 mil se estiverem no topo da carreira funcional.
Informações adicionais
A Secretaria-Geral do MPU comunicou que o tempo de atuação como advogado ou em outros cargos públicos também poderá ser considerado. No entanto, a Procuradoria-Geral da República destacou que existe uma limitação de dois anos para o estágio, conforme estipulado pelo Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil.
A contagem segue o que determina a Lei 12.269, artigo 30, que reconhece como prática forense atividades realizadas durante o estágio supervisionado por estudantes de Direito.
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