Eduardo foi condenado por coação no curso do processo e reside nos EUA desde o ano passado.

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, anunciou o arquivamento do inquérito que investigava as ações de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. De acordo com o ministro, a investigação atendeu ao seu propósito ao levar a uma denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República), que culminou em uma ação penal.
Eduardo Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF, em 16 de junho, a uma pena de quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A condenação foi confirmada em 3 de outubro, e cinco dias depois, o ministro Alexandre de Moraes determinou o início do cumprimento da pena.
Na decisão que arquivou o inquérito, Fachin afirmou que a investigação foi concluída. "Com a instauração da AP 2.782, está exaurida a finalidade investigativa destes autos, não subsistindo razão para a manutenção da sua tramitação", relatou.
✨ O inquérito, aberto em maio de 2025, investigou possíveis crimes cometidos por Eduardo enquanto atuava junto a autoridades americanas, especialmente em relação a tentativas de sanções contra membros do STF.
Desde o início do ano passado, Eduardo reside nos Estados Unidos, afirmando ter sido perseguido politicamente no Brasil. Atualmente, ele se tornou um contato entre a família Bolsonaro e autoridades norte-americanas. Em julho, o governo dos EUA concedeu a ele um green card, que permite sua permanência indefinida no país.
A possibilidade de extradição foi uma das alternativas consideradas pela Justiça brasileira para que Eduardo cumprisse sua pena, mas a concessão do green card complica essa situação, uma vez que o documento garante a legalidade de sua residência e trabalho nos EUA.
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Jornalista especializado em Justiça




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