MPSP investiga irregularidades em parques na zona Oeste de SP
Concessionária pode ter cometido improbidade administrativa

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou um inquérito na última segunda-feira (18) para investigar possíveis irregularidades nas gestões das áreas verdes dos parques Villa-Lobos e Cândido Portinari, localizados na zona Oeste da capital.
A investigação foca na Arsesp, a agência reguladora responsável pelos serviços públicos estaduais, e na concessionária Reserva Novos Parques Urbanos, devido a alegações de que os parques estariam sendo utilizados para fins comerciais em detrimento de sua função pública.
✨ Eventos privados estão limitando o acesso da população aos parques, segundo o MPSP.
De acordo com a portaria do inquérito, a realização frequente de eventos privados nas áreas destinadas ao lazer pode estar cerceando o uso público desses espaços, além de ocasionar uma ocupação duradoura para a instalação e remoção de infraestruturas, o que desvirtua sua finalidade social.
O MPSP alega que tais práticas podem infringir princípios administrativos fundamentais, como legalidade, impessoalidade e eficiência, e critica a falta de controle por parte da Arsesp sobre as atividades da concessionária.
Com um prazo de 30 dias estabelecido, o promotor requisitou uma série de documentos de diversos órgãos governamentais que estão relacionados à administração dos parques. Entre os itens solicitados estão:
- 1Relatório de eventos realizados desde janeiro de 2024, incluindo áreas ocupadas e público estimado.
- 2Cópias de contratos e planos de negócios das Secretarias Estaduais.
- 3Informações do Tribunal de Contas e da Controladoria-Geral sobre auditorias e segurança nos eventos.
- 4Impactos no trânsito e no policiamento apresentados pelas forças de segurança envolvidas.
Além disso, a Associação de Amigos do Bairro City Boaçava foi consultada para qualificar os efeitos enfrentados pelos moradores e usuários da região em relação aos eventos realizados nos parques.
O objetivo do inquérito é coletar provas suficientes para que o MPSP possa decidir se apresentará uma ação judicial ou se o caso será arquivado. Após a análise das informações recebidas, novas deliberações poderão ser tomadas.
A CNN Brasil já contatou a Arsesp e a Reserva Novos Parques Urbanos, aguardando um retorno sobre a investigação.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Justiça

Comissão aprova proibição do abate de jumentos no Brasil
Sugestão Legislativa visa proteger direitos animais e biossegurança

Ministro Fux diverge em julgamento sobre foro privilegiado no STF
Divergência ocorre em recurso da PGR sobre foro por prerrogativa de função

Gilmar Mendes nega habeas corpus e ex-soldado irá a júri popular
Decisão repercute após assassinato de cabo em quartel de Brasília

Cutrale condenada a R$ 1,5 milhão por descumprimento de normas trabalhistas
Indústria de laranja enfrenta penalidades após acidente e irregularidades


