Ação investiga organização criminosa ligada à venda ilegal de cassiterita na Terra Indígena Yanomami

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, a segunda fase da Operação Disco de Ouro, visando aprofundar as investigações sobre uma organização criminosa suspeita de lavar capitais e cometer falsidade ideológica, entre outros delitos de natureza transnacional.
A investigação concentra-se em um grupo que estaria vendendo cassiterita extraída ilegalmente da Terra Indígena Yanomami, localizada em Roraima. A nova etapa da operação busca reunir provas para interromper as atividades ilícitas e recuperar ativos relacionados aos crimes apurados.
✨ Estimativas preliminares indicam que os envolvidos na operação movimentaram e ocultaram recursos que superam 48 milhões de dólares, utilizando empresas tanto nacionais quanto internacionais, além de mecanismos informais para complicar o rastreamento financeiro.
Os investigadores cumpriram 12 mandados de busca e apreensão, e 17 ordens judiciais de sequestro de bens e valores expedidos pela Justiça Federal. Entre os alvos da ação está o cantor e compositor Alexandre Pires, além dos empresários Diego Possebon e Matheus Possebon, o último tendo sido empresário do artista.
Segundo as investigações, Diego Possebon é identificado como o operador central da organização criminosa. Alexandre Pires e sua empresa estão inseridos no Núcleo Financeiro do grupo investigado, tendo recebido mais de 4 milhões de reais de contas relacionadas ao esquema.
A reportagem da Carta Capital está tentando contato com o artista e atualizará as informações em caso de resposta.
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Jornalista especializado em Justiça

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