Ação apura possíveis irregularidades envolvendo emendas e armamento clandestino.

Mario Frias, envolvido no polêmico escândalo Dark Horse, agora está sob a mira da operação Make Up, que investiga possíveis desvios de recursos públicos de emendas parlamentares relacionados à cinebiografia de Jair Bolsonaro. No decorrer da operação, foram apreendidas sete armas de fogo que pertencem ao deputado federal em um local distinto do apresentado no seu registro oficial.
No dia 10 de setembro, Frias tinha uma reunião marcada na Associação Nacional Rifle (ANR) em Saltinho, São Paulo, com colecionadores e atiradores, para discutir atrasos na análise de registros de armas pela Polícia Federal. Contudo, compromissos relacionados à operação impediram sua participação. A ANR, desde 2024, recebeu 2,8 milhões de reais em emendas destinadas tanto por Frias quanto pelo deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança.
✨ Em meio às investigações, foi revelado que o Redneck, clube de tiro que compartilha espaço com a ANR, abrigou uma quadrilha presa por fabricar e comercializar armas com impressoras 3D.
As armas produzidas com essa tecnologia, conhecidas como 'armas fantasmas', são fabricadas em polímero e não possuem números de série, o que dificulta o rastreamento e controle. A operação também se concentrou em outros envolvidos, resultando na prisão de Lucas Flaneto, conhecido nos meios de armas 3D como Zé Carioca.
Além de prender Flaneto, a Polícia Civil e o Ministério Público realizaram buscas na sede da ANR e do clube de tiro, onde encontraram um fuzil e equipamentos de impressão em 3D. Várias peças relacionadas à fabricação de armas também foram recuperadas em um barracão nas proximidades.
Rafael Zampaulo, presidente da ANR e sócio do clube de tiro, foi convocado para depor e, em seu testemunho, confirmou sua relação com Flaneto e Bianchi, embora afirmasse não ter participado de atividades ilegais.
As emendas parlamentares destinadas à ANR foram uma fonte significativa de recursos, e documentos indicam que empresas ligadas a Zampaulo se beneficiaram financeiramente. Em razão da operação, cinco indivíduos foram indiciados por diversos crimes, incluindo comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.
Flaneto, assim como outros indiciados, defende a fabricação descentralizada de armas como um ato de liberdade, associando-se a ideais extremistas. A operação faz parte de um cenário mais amplo, onde a fabricação de armas fantasmas ganha impulso globalmente, refletindo uma crescente preocupação com o controle de armamento.
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Jornalista especializado em Justiça

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