Ministério Público denuncia 19 pessoas ligadas ao PCC em operação contra organização criminosa.

Uma central clandestina, chamada de 'Banco do Crime' pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, foi montada por operadores financeiros para lavagem de dinheiro em favor do PCC (Primeiro Comando da Capital). A Operação Janus, iniciada em julho, resultou na denúncia de 19 pessoas associadas a essa organização criminosa.
De acordo com o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), o esquema utilizava empresas de fachada e contas em nome de laranjas, implementando operações de 'troca de TED por vivo' para reinserir clandestinamente na economia legal milhões de reais provenientes do tráfico de drogas e demais atividades criminosas. Os atos ocorreram de forma contínua entre 2019 e 2025.
✨ Os operadores financeiros do grupo recebiam dinheiro em espécie e realizavam transferências bancárias a partir de contas de laranjas, dando aparência legal aos recursos.
Além da lavagem de dinheiro, a análise das movimentações financeiras das empresas mostrou valores incompatíveis com suas atividades declaradas. Um caso específico apontou uma movimentação de R$ 28 milhões em um semestre, quase seis vezes acima de seu faturamento anual declarado de R$ 5,3 milhões.
As investigações também revelaram que disputas privadas eram submetidas ao 'Tribunal do Crime', onde divergências financeiras eram decididas, reconhecendo a autoridade do PCC. Para o MPSP, as provas reunidas conforme a investigação evidenciam a gravidade dos crimes e a necessidade de reparação de pelo menos R$ 10 milhões pelos danos coletivos decorrentes das ações do grupo.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Justiça

Acordo de colaboração de empresário ligado ao crime organizado é negado.

Influenciadora é acusada de atuar como 'caixa' do PCC

Influenciador é acusado de tráfico de menores e lavagem de dinheiro

Influenciadora está presa desde maio e enfrenta acusações graves.