APCF considera a medida uma 'excecional gravidade' e pede diálogo mais amplo no STF.

Na última terça-feira (8), a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) divulgou uma nota expressando sua oposição ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que foi determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.
A entidade classificou a decisão como uma "medida de excepcional gravidade" e pediu que a questão fosse retirada de instâncias restritas e levada com urgência ao plenário do STF.
✨ Os peritos enfatizam que decisões dessa magnitude têm impactos diretos na governança da segurança pública e no equilíbrio entre os Poderes, destacando a necessidade de análise pelo colegiado completo do Supremo.
A nota da APCF é feita em um momento em que já houve uma maioria formada no julgamento virtual extraordinário da Segunda Turma, mas que foi paralisado por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
O afastamento de Rodrigues manteve-se em vigor e a APCF ressalta que acompanhará atentamente as investigações criminais e os processos disciplinares que estão sendo realizados na Corregedoria da PF, confiando no devido processo legal e na ampla defesa.
A reação da APCF também expõe as tensões internas na Polícia Federal, onde muitos integrantes expressam sentimentos de indignação em relação à decisão do ministro Mendonça, que consideram política.
Diante dessa situação, a expectativa é que, após a notificação judicial a Andrei Rodrigues, a transição de comando para o diretor-executivo William Marcel Murad ocorra imediatamente.
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Jornalista especializado em Justiça

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