Sigilo sobre documentos da Operação Compliance Zero é retirado pelo ministro André Mendonça.

Um dia após a Polícia Federal (PF) comunicar ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que não havia encontrado provas de crimes por autoridades com prerrogativa de foro, Toffoli decidiu concentrar todos os processos relativos à Operação Compliance Zero e ao Banco Master sob sua relatoria na Suprema Corte. Essa manifestação da PF, datada de 2 de dezembro, está entre os documentos cujo sigilo foi suspenso pelo ministro André Mendonça na noite de quinta-feira (10).
Na declaração, a PF detalha uma análise minuciosa dos elementos de prova coletados, incluindo dados de celulares e outros dispositivos eletrônicos, confirmando que, até aquele momento, não havia indícios de práticas criminosas por pessoas politicamente expostas ou autoridades. A investigação continuava focada exclusivamente em supostos crimes financeiros.
✨ A investigação permanece centrada na apuração de crimes financeiros, sem indícios de violação por autoridades até agora.
No dia seguinte, Toffoli decidiu remeter todo o Caso Master ao STF, retirando-o das instâncias inferiores devido à necessidade de evitar vazamentos que poderiam comprometer as investigações, estabelecendo sigilo máximo ao caso. Toffoli foi nomeado relator de uma reclamação do advogado Daniel Vorcaro na Suprema Corte em 28 de novembro de 2025, apenas cinco dias antes de decidir por centralizar a investigação no STF. Posteriormente, em fevereiro, Toffoli foi afastado da relatoria após suspeitas de seu envolvimento com Vorcaro, e André Mendonça assumiu a nova relatoria do caso.
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Jornalista especializado em Justiça

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