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Justiça
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Procuradoria descarta delações e policiais vão reconstruir investigações

Investigação avança sem colaboração dos principais delatores

Gabriel Rodrigues20 de julho de 2026 às 10:05
Procuradoria descarta delações e policiais vão reconstruir investigações

A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) decidiram descartar as delações do ex-CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, e do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa. Segundo as autoridades, os dois não demonstraram disposição para fornecer informações adicionais e abrangentes.

Diante da ausência de colaboração, a PF terá que avançar sozinha na reconstrução de uma rede que envolve agentes financeiros, servidores públicos, políticos e influenciadores. Este desafio ocorre em meio à pressão para esclarecer menções a membros do Supremo Tribunal Federal.

Cerca de 20 profissionais, entre delegados, peritos e analistas, estão envolvidos nas operações investigativas.

As investigações se dividem em cinco núcleos principais: o primeiro investiga servidores do Banco Central que podem ter facilitado operações irregulares do Master; o segundo analisa tentativas de salvamento do banco por meio de intervenções do Banco de Brasília; o terceiro foca no uso do Crescesta, supostamente utilizado para inflar carteiras de crédito; o quarto examina a compra de precatórios expedidos antes do término dos processos judiciais; e o quinto concentra-se na rede de relações de Vorcaro, que inclui pagamentos destinados a autoridades e influenciadores.

Até o momento, não foram encontradas evidências que indiquem uma nova linha de investigação relacionada a figuras proeminentes do Judiciário. Um delegado, que preferiu não ser identificado, alertou que uma tentativa de proteger envolvidos pode ser insustentável.

Próximas etapas dependem de um relatório preliminar que a PF apresentará ao relator do caso, o ministro André Mendonça. Este documento irá incluir as providências necessárias para a continuidade das investigações e será essencial para que a PGR avalie se todas as referências foram adequadamente exploradas.

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