Alessandro Stefanutto é investigado por lavagem de dinheiro e corrupção em esquema de descontos indevidos

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a substituição da prisão preventiva do ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, por outras restrições e a utilização de tornozeleira eletrônica.
Stefanutto está detido desde novembro do ano passado, sendo indiciado pela Polícia Federal na operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS.
A Polícia Federal apurou indícios contra Stefanutto relacionados aos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, com apontamentos de que ele utilizou suas funções em benefício do esquema. Em troca de sua omissão deliberada, o ex-presidente teria recebido propinas mensais que chegaram a R$ 250 mil.
✨ As investigações revelam um desvio total de mais de R$ 6 bilhões entre 2019 e 2024, com a Conafer descontando ilegalmente mais de R$ 700 milhões dos beneficiários.
A defesa de Stefanutto mantém que ele não cometeu qualquer ato ilícito. Além disso, a PGR manifestou-se também contra o pedido de liberdade de Carlos Lopes, presidente da Conafer, que ficou foragido e se entregou em agosto para cumprir sua prisão preventiva.
A manifestação da PGR será analisada pelo relator da operação Sem Desconto no STF, ministro André Mendonça.
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Jornalista especializado em Justiça

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