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Segurança
2 min de leitura

Brasil tem menor taxa de homicídios, mas feminicídios sobem 2025

Anuário de Segurança Pública revela dados alarmantes sobre violência

Gabriel Rodrigues24 de julho de 2026 às 01:00
Brasil tem menor taxa de homicídios, mas feminicídios sobem 2025

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em sua 20ª edição, informa que o Brasil alcançou a menor taxa de homicídios em 2025, um recorde que não se via há 14 anos. No entanto, a análise mais profunda dos dados revela que a violência atinge desproporcionalmente certas parcelas da população.

Cenário alarmante para grupos vulneráveis

Dentre os dados alarmantes, destaca-se que pessoas negras representam 80% das vítimas de homicídios no país. Além disso, os feminicídios atingiram um peak em 2025, com uma média de quatro mulheres assassinadas diariamente. Esse crescimento nos números é um indicativo de que, enquanto algumas áreas da violência diminuem, outras prosperam de forma preocupante.

Há também um aumento de mais de 35% nos homicídios contra a comunidade LGBT+, um dado que provavelmente subestima a realidade, dado que muitos crimes ficam sem registro. Paralelamente, jovens estão se tornando alvos de diversas formas de violência, com estudos mostrando que seis entre dez vítimas de estupro são meninas com menos de 14 anos.

Estatísticas recentes mostram um aumento de quase 70% nos casos de bullying e cyberbullying entre adolescentes em um único ano.

Entrevistas com especialistas

Nesta edição do podcast 'O Assunto', Natuza Nery conversa com a promotora de Justiça Lívia Sant'Anna Vaz, que discute os fatores de raça e gênero na violência. Em seguida, a conversa prossegue com Renan Quinalha, professor de Direito e especialista nos direitos da população LGBT+, abordando como o Brasil se compara a outros países nesse contexto.

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As desigualdades sociais e raciais são fatores determinantes nos índices de violência no Brasil

Lívia Sant'Anna Vaz

Dados adicionais do Anuário

O Anuário revela que o Amapá lidera o aumento de feminicídios com um crescimento de 347% em um ano, e Santa Catarina é o estado com a maior taxa de ameaças contra mulheres e atos de racismo.

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