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Justiça
2 min de leitura

Imagens revelam versão contraditória da PM sobre morte de empresário no Rio

Vídeos mostram abordagem policial que resultou em fatalidade na Pavuna

Ricardo Alves27 de abril de 2026 às 09:25
Imagens revelam versão contraditória da PM sobre morte de empresário no Rio

A divulgação de gravações de câmeras corporais pelo programa Fantástico, da TV Globo, desmente o relato da Polícia Militar do Rio de Janeiro sobre a morte do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos, ocorrida na madrugada da última quarta-feira, 22, na Pavuna, zona norte do Rio.

Momentos de Tensão

As imagens capturadas mostram um policial avistando a caminhonete que transportava Daniel e abrindo fogo contra o veículo sem qualquer ordem de parada ou bloqueio previamente estabelecido. Daniel, que voltava de uma festa acompanhado de três amigos, sobreviveu à ação, e os amigos podem ser vistos nas filmagens questionando a conduta dos policiais.

Os registros incluem uma conversa entre os policiais refazendo a narrativa da abordagem, alegando que o carro teria avançado contra eles.

Os policiais, ao tentarem explicar a abordagem aos moradores do local, afirmam que o veículo do empresário teria agido de forma agressiva, uma alegação que não é corroborada pelas filmagens.

Tentativa de Justificativas

Em um diálogo entre os agentes, um deles recomenda que relatam a ocorrência como uma 'tentativa de abordagem' que foi frustrada pela suposta manobra do veículo. O policial que disparou confirmaria essa versão ao telefone e, posteriormente, na delegacia, alegando legítima defesa.

Contexto do Incidente

As gravações mostram que os policiais monitoraram Daniel antes do incidente, recebendo informações sobre seu deslocamento na madrugada da ocorrência.

Com os eventos se desenrolando rapidamente, o tiroteio ocorreu às 3h06. Daniel foi fatalmente atingido na cabeça e, até então, previa uma mudança para Foz do Iguaçu (PR) com sua esposa e filha, além de trabalhar com eletrônicos.

Consequências para a PM

Como resultado, a Polícia Militar prendeu dois agentes envolvidos na abordagem após investigações da Corregedoria Geral e da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar, que encontraram indícios de homicídio doloso nas imagens analisadas.

Apesar da gravidade da situação, as identidades dos policiais envolvidos não foram reveladas.

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