Decisão judicial determina júri popular para os agentes envolvidos

Os policiais militares acusados de tentativa de homicídio de um motoboy em Santos, durante a Operação Escudo, enfrentarão um júri popular. A decisão, anunciada nesta quinta-feira, 13, envolve os soldados Daniel Pereira Noda e Carlos Vinicius Batista Bruno, além do sargento Thiago Freitas da Silva.
O Ministério Público denunciou os agentes após eles terem disparado a queima-roupa contra Evandro Alves da Silva, que, no momento, estava desarmado e nu. O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a existência de provas que sustentam a participação dos réus no crime.
✨ Evandro Alves da Silva ficou internado por 45 dias após os disparos, que resultaram em múltiplas fraturas e a perda de parte de um pulmão.
A decisão judicial se baseou em depoimentos da vítima, de testemunhas e em laudos periciais, além das gravações das câmeras de segurança dos policiais. A juíza responsável destacou que, nesta fase, não é preciso comprovar a culpa definitiva dos acusados, mas sim a presença de indícios suficientes para levar o caso ao júri.
O advogado dos réus, Gilberto Quintanilha, defendeu que os agentes estavam em legítima defesa. Segundo ele, os policiais agiram 'no estrito cumprimento do dever legal', alegando que Evandro teria oferecido uma agressão iminente.
A Operação Escudo foi iniciada pelo governo do estado da Bahia em resposta à morte do policial Patrick Bastos Reis, ocorrido em julho de 2023. A operação visou o combate ao tráfico de drogas, mas resultou em polêmicas e críticas sobre a atuação policial, que culminaram em diversas mortes na região.
Entidades de direitos humanos levantaram questões sobre a legitimidade da operação, apontando denúncias de execuções. Relatórios indicaram que 90% das prisões em flagrante não resultaram em apreensão de armas.
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