São Paulo condena guardas e cúmplices por tráfico de armas na Cracolândia
Sentença revela envolvimento em crime organizado por três anos

A Justiça de São Paulo decidiu condenar quatro homens, incluindo dois guardas civis, por tráfico de armas e munições na Cracolândia, um dos pontos mais críticos da capital paulista. A ação privada do MP envolveu investigações que duraram aproximadamente três anos.
Condenação firme e penas severas
A sentença foi emitida pela 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores, após uma denúncia formal apresentada pelo Ministério Público de São Paulo, especificamente pelo Gaeco. O tribunal reconheceu a ativa participação dos réus em uma organização criminosa atuando entre outubro de 2019 e janeiro de 2023.
✨ Os condenados enfrentam penas de 11 a 16 anos de prisão.
As penas foram determinadas com base em crimes relacionados ao comércio ilegal de armas, e variam de acordo com a gravidade da participação de cada um dos réus. Exemplos de penas incluem Rubens Bezerra, que recebeu 16 anos e 5 meses de reclusão, enquanto Edno Sousa foi condenado a 15 anos e 9 meses.
Estrutura de crime organizado
O Ministério Público apontou que o grupo não apenas comercializava armas, mas também negociava dispositivos sofisticados para obstruir sinais de radiofrequência, frequentemente utilizados por criminosos para evitar a detecção pelas autoridades. Essa operação foi fortalecida pela análise de interceptações telefônicas e quebras de sigilo.
Conexões com outros crimes
Além do tráfico de armas, os réus estavam implicados em crimes como tráfico de drogas e exploração de jogos de azar.
Em resposta à condenação, a prefeitura de São Paulo informou que Rubens Bezerra foi demitido em julho de 2019 e que um processo administrativo visando a demissão de Elias da Silva está em andamento.
Defesa de Ednaldo Passos
A defesa de Ednaldo de Almeida de Passos, que foi absolvido, argumentou que a condenação não pode depender de provas frágeis e descontextualizadas, ressaltando sua trajetória de mais de 20 anos de serviços sem máculas disciplinares.
Segundo os defensores, o tribunal não encontrou provas suficientes que ligassem Ednaldo a qualquer atividade criminosa.
As defesas de outros réus não foram localizadas, e o espaço permanece aberto para futuras declarações.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Justiça

Iranianos acusados de tráfico internacional de cocaína seguem presos
Investigação revela esquema sofisticado de tráfico com destino a Dubai

Operação Consorte investiga organização criminosa em dois estados
Ação busca desarticular esquema de lavagem de dinheiro em Ceará e MG

Justiça de SP condena mulher a R$ 30 mil por falsa paternidade
Indivíduo descobrir que não era o pai biológico após teste de DNA

Justiça torna Deolane Bezerra ré por lavagem de dinheiro
OAB-SP suspende advogada enquanto aguarda julgamento do caso





