Instituto do Negro de Alagoas apresenta queixa após manifestação pró-Bolsonaro.

O prefeito de Boca da Mata, Bruno Feijó, e o vice, Sérgio Salvador, estão sendo acusados de racismo pelo Instituto do Negro de Alagoas (INEG-AL). A denúncia se refere a uma encenação realizada durante uma manifestação em apoio ao presidente Jair Bolsonaro, um dia antes do segundo turno das eleições.
Formalizada na quinta-feira para a Ouvidoria da Igualdade Racial do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), a queixa envolve uma representação onde um homem negro, vestido com uma camiseta de Lula, é visto sendo conduzido por homens brancos, um dos quais oferece capim ao participante que carrega uma enxada.
✨ O INEG-AL relata que os homens utilizaram blackface e estereótipos racistas para ridicularizar eleitores de Lula, além de questionar demissões de funcionários que apoiaram o petista.
Pedro Gomes, coordenador do Núcleo de Advocacia Racial do instituto, reiterou que a prática de racismo é inaceitável e pode se configurar como crime eleitoral e crime comum. As denúncias também foram encaminhadas aos Ministérios Públicos estadual, federal e do Trabalho.
Em resposta às acusações, Feijó e Salvador negaram qualquer intenção discriminatória, afirmando que a pintura dos rostos foi uma prática relacionada ao 'mela-mela' do Carnaval de Boca da Mata e que o evento ocorreu durante uma confraternização pelo Dia do Servidor Público.
Os gestores garantiram que as contratações e demissões na prefeitura são decisões administrativas regulares e afirmaram que as acusações feitas são infundadas.
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Jornalista especializado em Justiça




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