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Justiça
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Michel Francois Investiga Fabiana Bolsonaro por Racismo e Transfobia

Polícia Federal abre investigação após atitude polêmica da deputada na Alesp.

Ricardo Alves30 de março de 2026 às 19:30
Michel Francois Investiga Fabiana Bolsonaro por Racismo e Transfobia

Na última sexta-feira, 27, o procurador da República Michel Francois decidiu que a Polícia Federal deve instaurar uma investigação criminal contra a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP). A ação surge em decorrência de suspeitas de racismo e transfobia, após a deputada ter tingido seu corpo com maquiagem de pele negra durante um discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Contexto da Controvérsia

A encenação, que remete à prática racista conhecida como blackface, foi classificada pela parlamentar como um experimento social, com o intuito de criticar a oposição que enfrenta da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que preside a Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados.

"

O discurso ultrapassa a crítica política e atinge grupos vulneráveis

Bancada Feminista do PSOL

Investiga-se possível quebra de decoro parlamentar

Reações e Ações Legais

Após a performance de Fabiana, a Bancada Feminista do PSOL e o deputado Guilherme Cortez encaminharam uma representação ao Ministério Público Federal, indicando que as ações da deputada misturavam simulação racial com ataques à legitimidade de mulheres trans em espaços de poder, o que poderia ser interpretado como transfobia.

O procurador Francois determinou que a PF tome os depoimentos não apenas de Fabiana, mas também das parlamentares que se manifestaram em reação à sua fala, Mônica Seixas (PSOL) e Ediane Maria (PSOL). Até agora, essa é a segunda investigação aberta contra a deputada em relação a esse episódio.

No que tange ao âmbito estadual, o promotor Ricardo Manuel Castro, do Ministério Público de São Paulo, já havia iniciado uma investigação na semana anterior, alegando danos morais coletivos em decorrência das declarações racistas e transfóbicas da deputada. Somados a esses eventos, 18 deputados estaduais de várias legendas, incluindo PT, PSOL, PCdoB e PSB, apresentaram no Conselho de Ética da Alesp um pedido de investigação para apurar uma possível quebra de decoro parlamentar.

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