Proposta pode revelar esquema de lavagem de dinheiro e fraudes financeiras

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma proposta de delação premiada de João Carlos Mansur, ex-presidente do conselho do grupo Reag. O documento está sob análise do ministro André Mendonça, que ainda não estipulou um prazo para uma resposta.
A proposta, que inclui 17 anexos, contém informações detalhadas sobre como os fundos foram utilizados na lavagem de dinheiro e também menciona onde localizar R$ 20 bilhões que supostamente pertencem a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
João Carlos Mansur já havia assinado um termo de confidencialidade com a Polícia Federal e a PGR, marcando o início do processo de entrega de documentos e potenciais provas relacionadas aos crimes investigados. No entanto, os avanços nas negociações ocorreram apenas com a Procuradoria até o momento.
Mansur foi alvo da fase dois da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master. Essa fase das investigações ocorreu em janeiro deste ano, coincidindo com o momento em que o Banco Central decidiu liquidação da Reag. O grupo já havia sido investigado anteriormente na Operação Carbono Oculto, que examina o envolvimento da Reag em práticas de lavagem de dinheiro para grupos criminosos.
✨ A delação premiada é um mecanismo que permite ao investigado colaborar com as investigações em troca de benefícios legais.
A colaboração premiada é uma forma de obtenção de provas em investigações criminais. Nela, o investigado concorda em colaborar com a polícia, podendo receber benefícios em troca. Todo o processo é mantido em sigilo até a validação por um juiz.
Ao optar por entrar no programa de delação, o investigado renuncia ao direito de permanecer em silêncio em seus depoimentos.
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Jornalista especializado em Justiça

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