Documentos do STF mostram que Daniel Vorcaro teve acesso a informações confidenciais.

Documentos revelados após o STF retirar o sigilo do caso Master indicam que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro obteve informações confidenciais e fez pressão sobre o Banco Central (BC), conforme relatório da Polícia Federal (PF).
No celular de Vorcaro, diferentes relatos foram encontrados no aplicativo "notas", incluindo uma anotação que mencionava sua intenção de viajar a Abu Dhabi para se encontrar com um interlocutor. Nesse mesmo texto, ele abordou a situação do banco e os desafios enfrentados, citando que havia recebido informações sigilosas de integrantes do BC.
✨ Algumas das conversas no celular de Vorcaro incluíam contatos com Paulo Sergio Neves de Souza e Belline Santana, servidores do Departamento de Supervisão Bancária do BC.
A PF também revelou que Vorcaro estava sob forte pressão, com alegações de que policiais e promotores estariam prestes a tomar providências em relação a ele. Em outra nota, Vorcaro comentou que tinha amigos dentro do BC que manifestaram preocupação sobre a situação, enfatizando a confiabilidade das informações obtidas.
Neste contexto, na época do início de 2025, estava em andamento a negociação para a compra do banco Master pelo BRB (Banco de Brasília) por cerca de R$ 3,5 bilhões, o que representava 75% do patrimônio líquido do banco. A operação necessitava da finalização de processos que incluíam reorganizações e aprovações do Banco Central e de órgãos de controle, como o CADE.
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Jornalista especializado em Justiça

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