Medidas protetivas poderão ser aplicadas independentemente da relação entre agressor e vítima

O Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a consolidar uma nova compreensão sobre a Lei Maria da Penha, que visa ampliar a proteção às vítimas de violência de gênero. A corte possui maioria para estender as medidas protetivas de urgência a situações em que não existe vínculo doméstico, familiar ou afetivo entre a vítima e o agressor.
Durante a sessão, o relator do caso, ministro Edson Fachin, destacou a importância dessa mudança, afirmando que limitar a proteção apenas a relações afetivas ignora o aspecto estrutural da violência de gênero e fere compromissos internacionais que o Brasil já assumiu. Para Fachin, o elemento fundamental a ser considerado é a motivação que impulsionou o ato violento e a condição da mulher, em vez de se prender ao tipo de relacionamento que manteve com o agressor.
✨ O julgamento já conta com seis votos favoráveis à ampliação das medidas protetivas.
Além disso, a decisão da corte terá repercussão geral, o que significa que ela se tornará vinculativa em todos os processos semelhantes em todas as instâncias do Judiciário brasileiro. Essa inovação é um passo importante na luta contra a violência de gênero, assegurando que mais mulheres terão acesso à proteção da lei, independentemente de sua relação com o agressor.
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