STJ desmembra processo de ex-soldado por feminicídio e furto
Processo segue para o Tribunal do Júri e Justiça Militar.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta quarta-feira, desmembrar o processo do ex-soldado Kelvin Barros da Silva, acusado de assassinar a cabo Maria de Lourdes Freire Matos em um quartel de Brasília.
Com esta decisão, a denúncia referente aos crimes de feminicídio e destruição de cadáver será analisada pelo Tribunal do Júri, enquanto a Justiça Militar irá avaliar as acusações de dano ao patrimônio militar e furto de arma de serviço.
Segundo as investigações, Kelvin, que era militar ativo, atacou Maria com uma faca durante um incidente na sala da banda de música da unidade. Após o crime, ele teria incendiado o local, resultando na destruição de parte da estrutura e na carbonização do corpo da vítima.
✨ O crime foi registrado em flagrante, com Kelvin sendo detido horas depois fora do quartel.
A denúncia aponta que o ex-soldado admitiu sua culpabilidade ao Ministério Público. A maioria dos ministros concluiu que julgar todos os crimes em uma única jurisdição não seria viável, seja na esfera comum ou na militar.
O relator do caso, ministro Ribeiro Dantas, enfatizou que o homicídio foi motivado por questões pessoais relacionadas à violência de gênero, desvinculando-o dos interesses diretos das Forças Armadas. Por outro lado, destacou que os delitos de incêndio e furto impactam diretamente a administração militar e, portanto, pertencem à competência da Justiça Militar.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Justiça

Julgamento de policiais por homicídio em Paraisópolis será em julho
Renato Torquatto e Robson Noguchi vão a júri por morte de Igor Oliveira

Homem é condenado por racismo no Rio Grande do Sul por apologia ao nazismo
Sentença destaca a incitação ao preconceito racial na condenação

Igreja Universal condenada a devolver doações e indenizar fiel
Decisão da juíza Daniela Murata destaca coação moral

Idosa é presa após ofensas racistas a policial em Salvador
Caso ocorreu no Largo de Santana, região boêmia da cidade.





