Ministra expressa desconforto com clima da sessão magistral e pede investigações justas.

Em uma sessão tumultuada do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Cármen Lúcia expressou sua insatisfação com o ambiente de pressão que permeou as discussões. A sessão, realizada em 15 de setembro de 2026, revelou divisões entre os ministros em relação ao tratamento dos casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Cármen Lúcia, que admitiu estar em um "estado de profunda consternação e tristeza", pediu "desculpas ao povo brasileiro" enquanto discorria sobre as pressões externas e internas que afetam a Corte. Em um tom reflexivo, ela citou Clarice Lispector, refletindo sobre a busca por uma posição independente.
✨ "Estamos em tempos que degradam a imagem do tribunal", afirmou o ministro Gilmar Mendes, criticando a condução da sessão e alertando sobre o impacto na credibilidade do STF.
O clima conturbado foi refletido em intervenções acaloradas entre os ministros, especialmente entre Mendes e Mendonça, que discutiram a condução das investigações e a maneira como a sessão foi gerida. Mendes frisou a necessidade de um tratamento equitativo para todas as partes envolvidas nas investigações, enquanto Mendonça enfrentou pressão por suas decisões.
O presidente Lula, em meio à turbulência do julgamento, pediu investigações transparentes, ressaltando que todos os envolvidos deveriam ser tratados de forma igualitária. O embate entre o Judiciário e os atores políticos promete desdobramentos futuros, mantendo o STF sob um olhar crítico da sociedade.
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Jornalista especializado em Justiça

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