Decisão preliminar do presidente Kassio Nunes Marques atenderá pedido da campanha de Flávio Bolsonaro.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, decidiu nesta segunda-feira (12) proibir a circulação de um jornal produzido pelo Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo, Goiás e Distrito Federal, vinculado à Federação Única dos Petroleiros (FUP). A medida é preliminar e será submetida à análise do plenário da corte.
A ordem de Nunes Marques estipula a interrupção da distribuição do jornal por qualquer meio, seja físico ou digital, estabelecendo uma multa de R$ 10 mil em caso de descumprimento. O ministro também determinou o recolhimento dos exemplares ainda não distribuídos e a remoção do material do site do sindicato.
O pedido para barrar a distribuição do jornal foi feito pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que argumentou que ele possui 'inequívoca finalidade político-eleitoral'. O material traz afirmações que contrapõem as candidaturas presidenciais, destacando a escolha entre 'dois projetos de Brasil radicalmente diferentes'.
✨ Nunes Marques considerou que as liberdades públicas não são absolutas e que a liberdade de expressão não autoriza a prática de ilícitos eleitorais, enfatizando a necessidade de preservar a paridade no processo eleitoral.
O jornal, que tinha uma tiragem de 30 mil cópias, foi cuidadosamente examinado por Nunes Marques, que identificou conteúdos considerados como propaganda eleitoral, incluindo referências a figuras ligadas a Flávio Bolsonaro associando-as a práticas ilícitas.
Em resposta, a Federação Única dos Petroleiros denominou a ação como 'censura', denunciando a restrição à circulação de seu material como um ataque à liberdade de expressão.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Descumprimento de requisitos e falta de condições de elegibilidade são as principais razões.

Ministro Kassio Nunes Marques decide que temas são distintos

Decisão do ministro garante liberdade de imprensa em caso de informação verdadeira

Economista chamou a Bahia de 'câncer do Brasil' em vídeo publicado nas redes sociais.