União e SP devem indenizar mulher torturada na ditadura por R$ 300 mil
Tribunal confirma pena por abusos durante o regime militar

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região decidiu que a União e o estado de São Paulo devem pagar R$ 300 mil a uma mulher que sofreu tortura e detenções ilegais durante a ditadura militar. A Quarta Turma foi responsável pela confirmação da indenização.
A vítima, na época estudante da Universidade de São Paulo, sofria perseguições políticas após a implementação do Ato Institucional nº 5 (AI-5). Entre 1968 e 1971, ela foi submetida a choques elétricos e induzida ao uso de éter, refletindo as brutalidades do regime.
✨ Decisão reafirma jurisprudência sobre reparações por tortura durante a ditadura.
O relator do caso no TRF-3, juiz federal convocado Paulo Alberto Sarno, destacou a gravidade dos danos morais enfrentados pela mulher. Ele ressaltou a perda de liberdade e as consequências de sua perseguição política, que incluíram a demissão por motivações ideológicas.
Após a decisão, a União e o estado de São Paulo recorreram, alegando que o prazo para a indenização havia prescrito e contestando o valor da reparação, além de questionar a inclusão de juros e correção monetária. Contudo, Sarno reafirmou que ações de reparação por tortura e perseguição política são imprescritíveis.
Ele ainda enfatizou que a quantia de R$ 300 mil é justa, considerando as circunstâncias e a função de compensação e punição da indenização. Essa decisão é um marco importante na luta por justiça e reparação para as vítimas do regime militar brasileiro.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Justiça

Educador físico é preso suspeito de abuso sexual em Salvador
Maurício Brasil Maia, de 30 anos, foi detido após denúncias de vítimas.

Defesa de Flávio Bolsonaro critica decisão de Moraes e pede revisão
Suspensão de visitas ao ex-presidente pode ser analisada pelo STF

E. Jean Carroll exige pagamento de US$ 5 milhões após decisão da Suprema Corte
Jornalista aguarda liberação financeira enquanto Trump tenta redirecionar processos.

STF mantém decisão contra Igreja Universal sobre doações
Tribunal rejeita apelação e confirma devolução de bens e dinheiro.





