Victória Grabois clama por justiça e memória em homenagem a seus familiares mortos
Ativista luta pela verdade sobre assassinatos ocorridos durante a ditadura militar no Brasil.

Victória Grabois, professora e ativista de 82 anos, carrega consigo uma dor profunda pela perda de seu pai, Maurício, seu irmão André e seu esposo Gilberto Olímpio, todos assassinados por agentes do Estado em 1973, durante a luta pela liberdade no Brasil. Ela se recusa a se calar e está determinada a manter viva a memória daqueles que foram silenciados.
Exigência por verdade e justiça
Embora tenha perdido as esperanças sobre o que realmente ocorreu com sua família, ela afirma que a batalha pela verdade é crucial. Victória pede uma abertura dos arquivos oficiais para que sejam revelados os detalhes sobre as mortes de seus entes queridos, destacando a importância de esclarecer como e quando esses assassinatos ocorreram.
"Meu pai foi um grande homem. Ele deu o seu bem maior, a vida, e levou o seu filho junto, em prol da liberdade do Brasil e da democracia.
✨ Os corpos dos familiares nunca foram entregues à família.
Contexto
Nesta terça-feira, 31, será realizada uma cerimônia no MDHC para a entrega de 27 atestados de óbito retificados, incluindo o sertificado de Maurício Grabois, reconhecido como vítima da violência do Estado.
Além da retificação dos atestados, Victória enfatiza a necessidade urgente de investigações mais abrangentes sobre os desaparecimentos e as mortes ocorridas durante o regime militar.
- 1Maurício Grabois - parlamentar e defensor da democracia.
- 2André Grabois - irmão de Victória, também assassinado.
- 3Gilberto Olímpio - marido de Victória, vítima da repressão.
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