Contaminação se espalha entre espécies selvagens após casos em aves.

As autoridades australianas anunciaram a confirmação da gripe aviária H5N1 em um lobo-marinho, a primeira detecção de transmissão em mamíferos no país, localizada em Beachport, na Austrália do Sul. Essa descoberta surge em um momento crítico, já que o país tem enfrentado um aumento significativo de casos da doença entre aves desde junho.
O surto de gripe aviária H5N1 começou a ser monitorado nas aves marinhas migratórias antes de se espalhar para a fauna nativa. De acordo com a ministra da Agricultura, Julie Collins, o lobo-marinho encontrado estava entre uma população de cerca de 100 mil, e sua morte não parece estar relacionada a outros mamíferos marinhos doentes.
✨ Em menos de uma semana, o governo australiano registrou 297 casos de H5N1 em aves, sem afetar granjas.
""Uma vez que a gripe aviária H5N1 está se espalhando no ambiente natural, não é possível evitar perdas significativas", afirmou a ministra que expressou preocupação com a gravidade da situação.
A Austrália foi o último continente a reportar a presença da gripe H5N1, que já havia sido detectada no final de 2025 na Ilha Heard, onde mais de 13 mil filhotes de foca sucumbiram à infecção. O risco para os lobos-marinhos é agravo, pois eles convivem em estreita proximidade com aves selvagens em áreas rochosas costeiras, elevando suas chances de contato com o vírus.
O vírus H5N1 é uma cepa altamente patogênica da gripe aviária, capaz de causar surtos significativos em aves, e com potencial de infectar mamíferos, o que gera preocupações sobre sua transmissão para humanos.
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Jornalista especializado em Meio Ambiente

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