Mais de 5 mil localidades afetadas na região

Um levantamento do MapBiomas, divulgado nesta sexta-feira, revelou que mais de um terço das ocupações humanas na Amazônia sofreu os efeitos do El Niño em 2024. Entre as 5.673 localidades habitadas, 2.172 experimentaram impactos significativos.
O estudo se baseia em dados de precipitação, variação da superfície hídrica e temperatura, demonstrando que, de setembro a novembro de 2024, a superfície de água na Amazônia ficou 1,9 milhão de hectares abaixo da média histórica entre 1985 e 2025.
Além disso, as chuvas apresentaram uma redução de 27% em comparação com a média, e a temperatura máxima subiu 2,6ºC durante o mesmo período. O fenômeno El Niño, que caracteriza-se pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Tropical, altera a circulação atmosférica e provoca irregularidades nas chuvas.
"A combinação de menos chuva e temperaturas mais elevadas aumenta a demanda evaporativa da atmosfera, favorecendo a perda de água do solo e o estresse hídrico da vegetação
O estudo avaliou também os efeitos do fenômeno sobre diferentes formas de ocupação, incluindo zonas urbanas, áreas indígenas e assentamentos. Surpreendentemente, 93% dos locais analisados estão situados a até 5 quilômetros de regiões que sofreram diminuição da superfície de água.
✨ A redução dos níveis dos rios impacta o transporte, o acesso à água e atividades pesqueiras.
Durante os 41 anos de análise, o estudo documenta não apenas perdas de vegetação, mas também uma queda total de 3,9 milhões de hectares, correspondendo a 14% da cobertura verde original da Amazônia.
A pesquisa utilizou dados de cobertura e uso da terra, água e atmosfera do MapBiomas, além de informações do IBGE e do painel El Niño do INMET.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Meio Ambiente

Especialistas pedem medidas para reduzir contaminação ambiental e humana

Parceria prevê intercâmbio de informações climáticas sem custo para o município

Dados do MapBiomas revelam operações em áreas críticas.

MapBiomas aponta perdas significativas de vegetação nativa nos últimos 40 anos.