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meio-ambiente
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Petrobras admite risco de vazamento em poços na Foz do Amazonas

Relatório revela possibilidade de óleo chegar a praias do Amapá e Caribe

Camila Souza Ramos24 de junho de 2026 às 16:40
Petrobras admite risco de vazamento em poços na Foz do Amazonas

A Petrobras reconheceu que um possível vazamento nos poços de exploração na Foz do Amazonas pode atingir a costa do Amapá, segundo um relatório recentemente submetido ao Ibama.

Os novos estudos indicam que manchas de óleo têm chance de alcançar áreas como Calçoene e Oiapoque, contrariando declarações anteriores que afirmavam que as correntes marítimas afastariam o óleo da costa brasileira.

O relatório atualizado sugere que o impacto de um vazamento se estenderia além da bacia marítima da Foz do Amazonas, atingindo regiões no Caribe e em outros países sul-americanos.

Entre os países mais suscetíveis estão Trinidad e Tobago, Granada, e áreas do litoral da Venezuela e Guiana. As simulações de derrames foram construídas considerando dois períodos: de dezembro a junho e de julho a novembro, levando em conta variações nas condições ambientais.

Estudos de Impacto Ambiental

Essas simulações são parte do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) necessário para a perfuração dos blocos FZA-M-57, FZA-M-86, FZA-M-88, FZA-M-125 e FZA-M-127. O Ibama havia exigido esses dados, buscando uma análise mais detalhada da dinâmica oceanográfica da Margem Equatorial.

O estudo identificou que a costa entre Calçoene e Oiapoque possui alta probabilidade de ser afetada por um vazamento durante o período de dezembro a junho. Além disso, áreas de proteção ambiental, como o Parque Nacional do Cabo Orange, também seriam impactadas.

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A preservação ambiental requer uma gestão cuidadosa e a adesão estrita às normas ambientais brasileiras e internacionais, conforme descrito no relatório.

Considerações sobre os impactos locais

O estudo também alerta que a perfuração impactará o meio físico, biológico e socioeconômico na região. Os riscos não se restringem apenas às operações nos poços, mas também afetam comunidades locais que dependem da pesca e turismo.

Vários municípios nos estados do Amapá, Pará, Piauí, Maranhão e Ceará estão na área de influência do projeto, com potencial para sofrer interferências significativas em suas atividades econômicas.

Avanços na exploração

Após anos sem progresso, a Petrobras conquistou a licença para perfurar no bloco FZA-M-59. Desde então, a empresa buscou licenças adicionais para outras áreas adjacentes e está projetando a perfuração de até quinze poços a grandes profundidades.

Em fevereiro de 2026, a Petrobras enfrentou uma crise com um vazamento de fluido de perfuração, que evidenciou os impactos ambientais e a necessidade de cuidados rigorosos.

A Petrobras aguarda a aprovação do Ibama para a continuidade de suas operações de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas, com um investimento estimado de R$ 13 bilhões até 2030. Entretanto, ainda não foi confirmado se petróleo foi encontrado nas atividades em andamento.

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