Voltar
Meio Ambiente
2 min de leitura

Santa Helena do Inglês inaugura fábrica de gelo sustentável

Inovação reduz custos e emissões na pesca amazônica

Gabriel Azevedo15 de abril de 2026 às 10:45
Santa Helena do Inglês inaugura fábrica de gelo sustentável

Uma nova fábrica de gelo movida a energia solar foi inaugurada na comunidade ribeirinha de Santa Helena do Inglês, no município de Iranduba, Amazonas, oferecendo autonomia econômica e ambiental para os pescadores locais.

Com a capacidade de produzir uma tonelada de gelo diariamente e armazenar até 20 toneladas, o projeto, denominado Gelo Caboclo, utiliza um poço artesiano para garantir água de qualidade, além de um sistema de energia fotovoltaica que assegura a operação contínua da unidade.

A iniciativa teve um investimento de R$ 1,5 milhão, promovendo melhorias logísticas e redução das emissões de gases poluentes na região.

Nelson Brito, pescador e morador da comunidade, destaca a importância da fábrica para mais de 30 famílias que dependem da pesca como principal fonte de renda. Antes da instalação da fábrica, o gelo era adquirido em Manaus, distando cinco horas de viagem e gerando custos elevados.

A crescente demanda por soluções sustentáveis levou a uma colaboração entre organizações sociais, setor privado e governos, resultando no avanço desse projeto essencial para a proteção do meio ambiente e a sustentabilidade econômica local.

O projeto nasceu da iniciativa da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), que uniu esforços com o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) e a empresa Positivo, que contribuiu com R$ 1,3 milhão para pesquisa e desenvolvimento.

"

Agora, pescadores podem se concentrar na pesca sem arcar com custos excessivos. Se eles não conseguirem pescar, ainda assim não têm prejuízo com o gelo, uma vez que ele está disponível localmente."

Demétrio Júnior, gestor da fábrica e irmão de Nelson.

Com a expectativa de atender até 70% da demanda local durante a temporada de pesca, a produção de gelo também beneficiará outros setores, como turismo e agricultura familiar.

Desafios em andamento

Embora a fábrica traga benefícios, desafios financeiros permanecem, incluindo a manutenção dos sistemas de energia e fornecimento de água. O gestor planeja diversificar as fontes de receita para suportar os custos operacionais.

A iniciativa visa não apenas o abastecimento local, mas também serve de modelo para outras comunidades ribeirinhas que enfrentam desafios semelhantes em relação ao acesso à energia e recursos sustentáveis.

Valcléia Lima, superintendente da FAS, enfatiza que a falta de acesso à energia é um problema crítico na Amazônia. Iniciativas como essa são fundamentais para promover a geração de renda e a sustentabilidade na região.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Meio Ambiente