Mercado registra pressão nos preços devido ao aumento de estoques

Os preços do cacau na Bolsa de Nova York caíram, pressionados por uma oferta crescente e estoques em alta. O contrato para setembro fechou a US$ 5.112 por tonelada, apresentando um recuo de 1,41%.
Dados da Barchart indicam que o mercado se aproxima das mínimas de três semanas e meia. O aumento na exportação de cacau na Costa do Marfim, que já enviou 2,11 milhões de toneladas desde o início da temporada, e os 18,9 mil toneladas exportadas pela Nigéria em junho, um aumento de 30% em relação ao ano anterior, são fatores que contribuem para essa pressão.
✨ Os estoques na ICE atingiram 3.375.119 sacas, o maior nível em dois anos.
Enquanto isso, no mercado do açúcar, a expectativa de uma safra robusta na Índia tem impactado negativamente os preços, que fechou a 14,43 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 0,48%.
Com o fim de junho apresentando um déficit histórico nas chuvas de monção de 42%, as condições climáticas melhoraram ao longo de julho, reduzindo as preocupações sobre a produção de cana-de-açúcar.
No entanto, uma previsão de déficit global de açúcar para a próxima temporada continua a ser uma consideração importante, com estimativas revisadas para 3,3 milhões de toneladas.
O mercado de café também sofreu com a previsão de tempo seco nas principais regiões produtoras do Brasil. O preço do café arábica, que fechou a US$ 3,23 por libra-peso, caiu 0,84%.
O algodão, por sua vez, teve uma jornada positiva, com aumento de 1,43%, fechando a 80,67 centavos por libra-peso, impulsionado pelas exportações da nova safra dos EUA. Em contrapartida, o suco de laranja registrou uma valorização expressiva de 5,84%.
As condições climáticas, as políticas de comércio internacional e os ciclos de produção global impactam significativamente os preços das commodities.
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Jornalista especializado em Mercado Financeiro

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