Cacau continua em queda na bolsa com demanda fraca
Mercado de cacau enfrenta desafios com queda no consumo global

Os preços do cacau continuam em queda na bolsa de Nova York, refletindo a falta de reação do lado da demanda. Recentemente, os contratos com entrega em julho sofreram uma desvalorização de 3,03%, negociados a US$ 3.455 por tonelada.
Indústrias processadoras de cacau em diversas partes do mundo ainda tentam se adaptar aos novos preços da amêndoa, que foram influenciados pelos altos valores registrados no final de 2024. Esse contexto afeta toda a cadeia produtiva.
Análise do Mercado
Na Europa, o maior consumidor global de cacau, a moagem atingiu 325,8 mil toneladas no primeiro trimestre de 2026, uma diminuição de 7,8% em relação ao mesmo período de 2025. Esta queda foi maior do que a esperada, que era de 6%, indicando uma desaceleração no consumo devido aos preços elevados.
"O resultado reforça a desaceleração do consumo no principal polo global de processamento - análise do site Mercado do Cacau.
Em contraste, a moagem na Ásia apresentou um crescimento de 5,2%, totalizando 223,5 mil toneladas, embora as expectativas iniciais apontavam para um recuo de 6,7%. Essa discrepância nas dinâmicas regionais mostra um mercado ainda vulnerável, com a Ásia crescendo, mas não o suficiente para compensar a diminuição na Europa.
✨ Cenário de Cacau: Europa em queda, Ásia em alta!
Movimentações no Mercado de Café e Açúcar
O preço do café também foi afetado por um cenário de câmbio favorável, com os contratos do arábica com entrega para julho caindo 2,63%, alcançando US$ 2,9040 por libra-peso. A valorização do dólar impulsionou as exportações de café do Brasil, o maior exportador do tipo.
O açúcar, por outro lado, conseguiu recuperar parte das perdas da sessão anterior. Os contratos do demerara para julho subiram 0,73%, cotados a 13,80 centavos de dólar a libra-peso, impulsionados pela alta do petróleo, que valorizou mais de 3%.
Outros Produtos: Suco de Laranja e Algodão
O suco de laranja marcou a segunda sessão consecutiva de forte queda, com os lotes para maio caindo 4,60%, a US$ 1,7610 por libra-peso. Em contraste, o preço do algodão subiu 0,92%, com contratos para julho a 78,13 centavos de dólar por libra-peso.
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