Preços se firmam diante de previsões de safras menores em produtores-chave

O cacau teve uma leve alta nas negociações da bolsa de Nova York, subindo 0,55% e atingindo o valor de US$ 6.064 por tonelada, em meio a projeções preocupantes para os maiores produtores do mundo.
A Barchart, em sua análise, apontou que os futuros do cacau chegaram ao seu pico em duas semanas, impulsionados pela previsão de uma safra reduzida em Gana, que ocupa a segunda posição no ranking global de produção. O Conselho do Cacau do Gana previu que a colheita para o período de 2026/27 poderia ficar em 650 mil toneladas, representando uma queda de 13% em comparação com as 750 mil toneladas produzidas esta temporada.
Adicionalmente, os dados preliminares da Costa do Marfim, o maior produtor mundial, indicam que a safra de cacau de 2026/27 deve ser de 1,8 milhão de toneladas, uma redução de 18% se comparada à colheita de 2025/26, devido a uma geração de frutos abaixo da média nos cacaueiros.
O preço do açúcar, por sua vez, apresentou uma leve queda de 0,17%, encerrando o dia em 17,52 centavos por libra-peso, após uma série de altas que o levaram ao maior nível desde abril de 2025. Mesmo com a decisão do governo da Índia de importar 1 milhão de toneladas de açúcar sem tarifas, os preços seguiram em direção à desvalorização, reflexo de um cenário de escassez que pode ser agravado pelo fenômeno El Niño.
O suco de laranja concentrado e congelado teve um desempenho notável, com preços subindo 3,40%, atingindo US$ 1,55 por libra-peso. Além disso, o café também viu uma leve valorização, com os contratos de dezembro subindo 0,34%, para US$ 3,2930 por libra-peso.
Já os preços do algodão se mantiveram estáveis após uma alta de 3,44% na véspera, com os lotes de dezembro caindo apenas 0,01%, sendo cotados a 88,34 centavos por libra-peso.
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