Petróleo fecha em baixa, mas tem alta semanal de quase 10%
Mercado reage a tensões no Oriente Médio e movimentações diplomáticas

Nesta sexta-feira, 24 de dezembro, o mercado de petróleo apresentou uma queda significativa nas cotações, mesmo após um expressivo aumento na véspera, resultando em um crescimento acumulado de quase 10% ao longo da semana.
Os contratos de petróleo WTI para setembro na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam com uma baixa de 3,12%, equivalendo a US$ 2,88, encerrando a sessão a US$ 89,31 por barril. Em Londres, o Brent também se desvalorizou, com uma queda de 3,88%, ou US$ 3,91, fechando a US$ 96,78 por barril.
Apesar da queda no dia, ambos os tipos de petróleo acumularam um aumento robusto na semana, com o WTI subindo 9,2% e o Brent avançando 9,85%, enquanto o contrato de outubro teve um crescimento de cerca de 6%.
✨ A guerra no Oriente Médio e as movimentações diplomáticas têm sido fatores decisivos na volatilidade dos preços do petróleo.
A pressão para a diminuição das cotações foi influenciada por notícias sobre os esforços do Paquistão em reativar as negociações entre os Estados Unidos e o Irã, que atualmente estão estagnadas. A iniciativa de diálogo é liderada pela China e visa amenizar tensões na região.
"Bruno Cordeiro, analista da StoneX, destacou que ocorre um movimento de realização de lucros no setor, especialmente após o óleo Brent ter atingido US$ 100 por barril, o que não acontecia há dois meses.
Embora as cotações tenham recuado, as tensões militares entre os Estados Unidos e o Irã persistem, com ambos os países continuando suas operações no Golfo Pérsico. O vice-ministro iraniano de Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, enviou advertências a países europeus sobre o uso de bases para ações americanas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que recebeu garantias de líderes da China e da Rússia de que não fornecerão armas ao Irã, o que pode ter impacto futuro na dinâmica do conflito.
Contexto Geopolítico
As questões diplomáticas e militares no Oriente Médio têm um papel central na determinação dos preços do petróleo, com restrições de oferta e intensificação de retóricas políticas contribuindo para a volatilidade do mercado.
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