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Preços do boi gordo sobem com oferta restrita em todo Brasil

Mercado apresenta alta, impactado pela diminuição de oferta de gado.

João Pereira12 de abril de 2026 às 18:05
Preços do boi gordo sobem com oferta restrita em todo Brasil

Os preços do boi gordo se mantêm em alta na maior parte do Brasil, impulsionados pela limitação da oferta de gado para abate. A escassez de animais resulta em uma pressão positiva sobre os valores, favorecendo o crescimento do preço da arroba em diversas regiões.

Frigoríficos estão reavaliando suas operações, considerando até o aumento da ociosidade e férias coletivas devido à dificuldade de obter boiadas em quantidade suficiente.

Segundo Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, as escalas de abate permanecem curtas, e essa realidade torna o ambiente de negócios favorável à valorização da arroba do boi. A situação atual também sinaliza um forte aumento nas exportações, especialmente para a China, que está adquirindo significativos volumes de carne bovina brasileira.

Estimativas indicam que a cota de exportações pode ser esgotada entre maio e junho, levantando incertezas para o terceiro trimestre do ano. Normalmente, é nesta fase que a oferta de animais confinados aumenta, o que pode impactar a continuidade das exportações.

Valor da arroba do boi gordo

Os preços praticados até o dia 9 de abril mostram um avanço considerável nas principais regiões do país. Confira os valores:

  • 1São Paulo (Capital): R$ 370,00 (alta de 2,78%)
  • 2Goiás (Goiânia): R$ 355,00 (aumento de 4,41%)
  • 3Minas Gerais (Uberaba): R$ 350,00 (crescimento de 1,45%)
  • 4Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 360,00 (acréscimo de 2,86%)
  • 5Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360,00 (alta de 1,41%)
  • 6Rondônia (Vilhena): R$ 330,00 (crescimento de 3,13%)

Panorama do mercado atacadista

No setor atacadista, os preços da carne bovina se mantiveram estáveis, embora haja expectativa de aumento em breve. A movimentação dos salários no mercado pode facilitar novas reposições entre os players do atacado e varejo, o que deve auxiliar na sustentação dos preços.

No entanto, a concorrência com outras proteínas, como a carne de frango, que continua com preços menores, representa um desafio para elevações mais significativas nos preços da carne bovina.

Os preços dos cortes variam, com o quarto dianteiro cotado a R$ 22,50 por quilo (alta de 2,27%) e cortes traseiros ao preço de R$ 27,50 por quilo, apresentando estabilidade.

Desempenho das exportações

As exportações de carne bovina continuam robustas. Em março, a receita gerada atingiu um total de US$ 1,360 bilhão, com uma média diária de US$ 61,835 milhões, totalizando 233,951 mil toneladas. O preço médio da tonelada foi registrado em US$ 5.814,80.

Comparado a março de 2025, as cifras mostram um crescimento relevante, com alta de 29% no valor médio diário exportado e um aumento de 18,7% no preço médio, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

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