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Mercado Financeiro
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Taxas de juros DI aumentam apesar de dados de emprego fracos

Avanços nos contratos de Depósito Interfinanceiro refletem pressão do Tesouro.

João Pereira28 de maio de 2026 às 18:25
Taxas de juros DI aumentam apesar de dados de emprego fracos

As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) registraram aumento nesta quinta-feira (28), mesmo com a divulgação de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de abril que ficaram aquém das expectativas, além de um cenário externo mais favorável.

No mercado doméstico, o destaque foi a oferta de 21,25 milhões de títulos prefixados pelo Tesouro Nacional, elevando a pressão sobre a curva de juros futuros. Ao final da sessão, a taxa do DI para janeiro de 2027 subiu de 14,057% para 14,1%. Da mesma forma, o contrato para janeiro de 2029 aumentou de 13,818% para 13,885%, enquanto o DI para janeiro de 2031 passou de 13,909% para 13,96%.

O volume financeiro do leilão do Tesouro foi 100% superior ao da semana anterior, com um risco 89% mais alto.

Com relação aos números do emprego formal, o Caged reportou a abertura de 85.888 vagas em abril, número que ficou abaixo do intervalo de 130 mil que era esperado pelo mercado. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua também revelou uma taxa de desemprego de 5,8% no trimestre encerrado em abril, uma leve queda em comparação aos 6,1% do trimestre anterior.

Os analistas indicam que esses dados aludem a uma gradual acomodação no mercado de trabalho. Após a divulgação, a curva de juros começou a apontar uma probabilidade de 84% para um corte de 0,25 ponto porcentual na Selic durante a reunião de junho do Comitê de Política Monetária (Copom), uma leve elevação em relação aos 80% observados pela manhã.

Impacto Setorial

As flutuações na Selic e nos juros do mercado têm implicações diretas no custo do capital e no financiamento rural, afetando principalmente máquinas, armazenagem e capital de giro.

Embora dados isolados possam sugerir um alívio nas taxas de juros, a pressão do Tesouro e fatores técnicos continuam a ter um papel crucial na formação das taxas. O direcionamento das próximas sessões dependerá das percepções sobre inflação, atividade econômica e as indicações do Banco Central.

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