ADL Mineração inicia exportação de monazita após sete anos
Mineradora planeja atender mercados globais até 2026

A mineradora ADL Mineração anunciou o retorno à exportação de monazita, mineral que contém terras raras, com o primeiro embarque ocorrido no último domingo (5) para o Canadá, após um hiato de sete anos.
A empresa planeja exportar entre 500 e 1.000 toneladas do mineral até o final de 2026, com a expectativa de atender mercados como Canadá, Estados Unidos e China, buscando atingir cerca de 3 mil toneladas anuais nos próximos dois anos.
Desafios da produção de monazita
A monazita é uma fonte de terras raras, essenciais para a produção de ímãs permanentes, turbinas eólicas e eletrônicos. Contudo, sua extração é mais complexa em comparação com as argilas iônicas, atualmente as mais utilizadas no Brasil.
✨ A extração de terras raras da monazita requer processos mais rigorosos e investimentos elevados, devido à presença de elementos radioativos, como tório e urânio.
Enquanto as argilas permitem uma extração mais simples com menor consumo energético, a monazita demanda um licenciamento ambiental mais rigoroso, resultando em custos mais altos para o desenvolvimento e operação dos projetos.
Atualmente, a maioria dos projetos de terras raras no Brasil se concentra em argilas iônicas por serem mais fáceis e rápidas de desenvolver.
Exportação em estágios iniciais
As exportações de monazita geralmente ocorrem em estágios iniciais da cadeia de produção, resultando em menor valor agregado dentro do país. O material enviado pela ADL ainda precisa passar por diversas etapas industriais, que serão realizadas no exterior.
Contexto adicional
Embora a ADL esteja exportando somente a monazita bruta, iniciativas como a da Meteoric Resources estão avançando para produtos intermediários mais sofisticados, como carbonato misto de terras raras.
Esses avanços representam uma maior valorização do produto e podem ajudar o Brasil a se aproximar das fases industriais mais estratégicas, como a separação de óxidos individuais de terras raras.
✨ A separação de elementos como neodímio e praseodímio é uma etapa crítica, atualmente dominada pela China, que requer tecnologia avançada e conhecimento especializado.
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