CEO André Guillaumon afirma que pagar débitos gera retorno de 9% a 10%, superior a novos projetos agrícolas.

A Brasilagro está optando por priorizar a redução do seu endividamento em vez de lançar um programa de recompra de ações, mesmo com os preços de suas ações apresentando um desconto na bolsa. O CEO da empresa, André Guillaumon, ressaltou que essa estratégia atual oferece um retorno superior em comparação a alternativas como a aquisição de novas propriedades rurais.
Em um encontro com jornalistas para discutir os resultados financeiros, Guillaumon destacou que a companhia está avaliando três possibilidades de investimento: a compra de terras, a recompra de suas ações ou a amortização das dívidas. "A melhor TIR hoje é a redução do endividamento", afirma o executivo.
✨ A redução da dívida pode oferecer um retorno estimado entre 9% e 10%, enquanto novos projetos de aquisição de terras têm taxas de retorno previstas entre 6% e 7%.
Embora as ações da Brasilagro tenham sentido o impacto da volatilidade do mercado, especialmente após as eleições, Guillaumon acredita que a retração foi menor se comparada a outros setores. Ele indicou que a queda nos papéis de construtoras e indústrias foi bastante acentuada. Apesar de a recompra de ações ser uma possibilidade no futuro, atualmente não existem planos para isso.
A Brasilagro continua monitorando a possibilidade de adquirir propriedades rurais, reconhecendo que o estresse financeiro no setor pode proporcionar oportunidades. No entanto, a companhia permanece atenta ao custo de capital e à execução de novos investimentos, já que a alta dos juros torna essas decisões mais desafiadoras.
Ao encerrar o primeiro trimestre fiscal de 2027, a Brasilagro registrou uma dívida líquida ajustada de R$ 136,3 milhões, uma diminuição significativa de 51% em relação ao ano anterior. Guillaumon acredita que o desempenho das ações da empresa dependerá da trajetória das taxas de juros e das expectativas sobre os resultados operacionais.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Gestora de recursos aliena ações e enfrenta cenário desafiador

Analistas reafirmam recomendação de compra, destacando a resiliência da companhia em meio a conflitos no Oriente Médio.

Recompra de units deve ocorrer até dezembro de 2027

Resultado operacional e lucro líquido ficaram abaixo das expectativas de mercado