Transação de 41 mil hectares marca estratégia de desinvestimento da Cosan

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou a venda de mais de 41 mil hectares da Radar, empresa com 30% de participação da Cosan, para SLC Agrícola, Bom Futuro e o Grupo Santa Maria, ligado ao produtor Alexandre Bottan.
Em um parecer divulgado no Diário Oficial da União, o superintendente-geral interino Felipe Leitão Valadares Roquete destacou que a combinação das empresas nos mercados de grãos, sementes e pecuária não resulta em sobreposição significativa, mantendo a participação abaixo de 20%.
✨ A venda está avaliada em R$ 1,85 bilhão e parte da estratégia de desinvestimento da Cosan.
Roquete também observou que, nas cadeias verticalmente integradas, a participação de cada empresa permanece dentro de limites que não levantam preocupações quanto ao fechamento do mercado.
A operação ocorre em um contexto onde a Radar, que já celebrou contratos de arrendamento, fez acordos para vender parte de suas terras que são destinadas ao cultivo de soja, milho e algodão no Mato Grosso.
Além da Cosan, a Radar tem a gestora americana Nuveen como acionista majoritária, com 70% de participação. A transação é parte de uma estratégia mais ampla da Cosan para simplificar seu portfólio e reduzir sua alavancagem.
A SLC Agrícola já operava 17,6 mil hectares da área e tanto a Bom Futuro quanto o Grupo Santa Maria manifestaram a intenção de exercitar seu direito de preferência na compra das terras.
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