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Copa do Mundo: como transformar e engajar times nas empresas

Especialistas propõem ações para manter engajamento pós-campeonato

Fernanda Lima16 de junho de 2026 às 08:05
Copa do Mundo: como transformar e engajar times nas empresas

Durante as Copas do Mundo, muitas empresas se envolvem em festividades como bolões e decoração temática, mas ao final do torneio, o engajamento dos funcionários logo se esvai.

De acordo com a Philos, consultoria em cultura organizacional, esse fenômeno representa uma oportunidade perdida para cultivar um ambiente colaborativo duradouro.

O Mundial provoca interações espontâneas que podem ser canalizadas em um engajamento contínuo nas corporações.

O custo do desengajamento

Um estudo da Gallup revelou que apenas 20% da força de trabalho global sente-se engajada, resultando em perdas econômicas de cerca de US$ 10 trilhões. No Brasil, estima-se que o desengajamento custe R$ 77 bilhões anualmente.

Natália Lazarini, da Philos, destaca que o futebol pode servir de gatilho para conexões significativas entre os colaboradores.

Cinco estratégias para manter o engajamento

A Philos delineou cinco abordagens que podem transformar a empolgação da Copa em um engajamento duradouro.

  • 11. Formar torcidas internas: Crie grupos permanentes em vez de se basear apenas em bolões, focando em interesses como sustentabilidade e bem-estar.
  • 22. Fomentar desafios colaborativos: Substitua prêmios individuais por competições coletivas que incentivem a colaboração entre equipes.
  • 33. Identificar embaixadores culturais: Descubra os colaboradores que naturalmente conectam pessoas e utilize-os para fomentar a cultura.
  • 44. Instituir rituais permanentes: Promova encontros regulares que mantenham as conexões vivas mesmo após o fim da Copa.
  • 55. Transformar a torcida em um propósito: Utilize o senso de pertencimento gerado durante o campeonato para aprofundar valores e colaborações dentro da empresa.

O impacto das comunidades internas

Com a atualização da NR-1, que enfatiza riscos psicossociais nas empresas, a estruturação de comunidades internas se torna ainda mais crucial. Segundo Natália, essas comunidades ajudam a mitigar o isolamento e inauguram redes de apoio.

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O verdadeiro engajamento não surge de eventos isolados, mas de uma intenção clara e contínua por parte da liderança na criação e manutenção dessas comunidades

Vitor Igdal, cofundador da Philos.

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