Pesquisa revela que clima de medo é tolerado em busca de resultados.

Uma pesquisa realizada pela consultoria CLA Brasil aponta que 72,7% dos trabalhadores acreditam que abusos cometidos por chefes são tolerados devido à entrega de resultados. Essa percepção reflete um cenário preocupante no ambiente corporativo brasileiro, onde a pressão por metas pode promover comportamentos inadequados.
Comportamentos como gritos, humilhações e cobranças excessivas podem se tornar normais em empresas que priorizam resultados. Mariana Rodrigues, especialista em investigações corporativas, afirma que essa cultura do abuso frequentemente se perpetua quando líderes que alcançam suas metas mantêm uma influência desproporcional.
✨ Cerca de 87,8% dos entrevistados afirmam que abandonam equipes devido ao tratamento abusivo por parte de gestores.
Embora a alta performance possa trazer resultados imediatos, o custo vem a longo prazo. Lideranças abusivas podem gerar um ambiente de trabalho tóxico, resultando em alta rotatividade de pessoal e diminuição do engajamento. Mariana destaca que a perda de confiança entre os colaboradores é um dos efeitos mais prejudiciais desse tipo de liderança.
O estudo revela que 94,5% dos trabalhadores mencionam medo de retaliação ao relatar abusos. Embora 71,8% saibam como denunciar esses casos, apenas 52,9% afirmam que se sentiriam à vontade para fazê-lo. A consequência para aqueles que denunciarem pode ser um fator decisivo na hora de agir.
A confiança na resposta da empresa ajuda a legitimar ou desacreditar ações de denúncia, criando um ciclo de medo e silêncio.
As empresas muitas vezes possuem políticas contra assédio, mas a verdadeira eficácia dessas iniciativas depende da confiança que os trabalhadores têm nas respostas organizacionais frente a denúncias, especialmente quando envolve líderes influentes.
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