Minerva Foods mantém foco na China para exportação de carne bovina
Expectativa de volumes iguais em 2026, mas com preços superiores

A Minerva Foods prevê manter seu volume de exportações de carne bovina para a China semelhante ao registrado no ano anterior, mesmo diante de desafios como cotas de importação e medidas de salvaguarda.
Embora haja imposições que limitam as vendas, a empresa se beneficia de preços significativamente mais altos nos produtos destinados ao mercado chinês, o que deve gerar maior rentabilidade.
Desempenho no primeiro trimestre
Durante uma teleconferência sobre os resultados do primeiro trimestre, o CEO Fernando Queiroz ressaltou que a China foi um mercado crucial no início de 2026. Ele destacou que, ao longo desse período, o país deverá continuar sendo mais relevante do que os Estados Unidos para a companhia.
"Depois, os EUA passam a ser mais importantes
✨ A Ásia representa 36% das exportações de carne bovina da empresa, com a China contribuindo com 29%.
Nos três primeiros meses do ano, a receita bruta da Minerva proveniente da Ásia chegou a 17%, com 10% dessas vendas advindas especificamente da China. Notavelmente, as exportações foram responsáveis por 63% da receita total da companhia.
Expectativas para o futuro
O diretor financeiro, Edson Ticle, reiterou que, apesar das dificuldades impostas pela cota chinesa para o Brasil, a empresa planeja manter os volumes exportados. Ele explicou que operações em outros países como Argentina, Uruguai e Colômbia ajudarão a suprir as lacunas, uma vez que estes continuarão com acesso ao mercado chinês.
"O volume para a China será o mesmo, mas com preços muito maiores este ano
✨ As operações na Argentina, Uruguai e Colômbia devem compensar restrições enfrentadas pelo Brasil.
A Minerva projeta que a cota da China deve ser completamente preenchida até o terceiro trimestre de 2026, com impacto inicial já em abril. Após esse período, a empresa espera que os mercados internos ganhem mais importância nas suas operações.
Queiroz também mencionou que fatores como taxa de câmbio e competitividade global continuam influenciando as estratégias comerciais. De acordo com ele, o mercado brasileiro demonstra resiliência e outras nações da América do Sul também estão apresentando bons resultados para a empresa.
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