Mineradora está disposta a garantir fornecimento de ferroníquel para clientes europeus.

A MMG contestou as objeções da Comissão Europeia à aquisição dos ativos de níquel da Anglo American no Brasil, afirmando que as preocupações apresentadas não refletem a realidade do mercado de ferroníquel. A mineradora, controlada pela estatal China Minmetals, expressou a disposição de assumir compromissos para garantir o fornecimento aos clientes europeus e facilitar a conclusão do negócio.
"Abrimos um escritório na Europa e estamos dispostos a assumir todos os compromissos que permitam aos clientes europeus ficarem em uma situação tão boa quanto, ou melhor do que, a que tinham com a Anglo", afirmou Troy Hey, Gerente Geral Executivo de Relações Corporativas da MMG.
A Comissão Europeia enviou uma Comunicação de Objeções à MMG, um documento que formaliza preocupações preliminares sobre a transação. Essa comunicação não é uma decisão final, e a MMG terá a oportunidade de responder às questões levantadas antes de uma decisão definitiva.
✨ A principal preocupação da Comissão Europeia é que a mudança de controle possa reduzir a oferta de ferroníquel de baixo carbono para os produtores europeus de aço inoxidável.
Embora a Comissão analise se a MMG teria a capacidade e o incentivo para redirecionar parte da produção para empresas chinesas, a mineradora argumenta que sua entrada no mercado acrescenta concorrência, já que atualmente não produz ferroníquel.
A aquisição, avaliada em até US$ 500 milhões, inclui as operações de Barro Alto e Codemin em Goiás, e busca atender principalmente a demanda da cadeia de aço inoxidável.
A Comissão Europeia tem até 30 de novembro para concluir sua análise da operação, que pode impactar significativamente o mercado europeu de ferroníquel de baixo carbono.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Negócios

Três rodadas de discussões estão programadas entre maio e julho.

Mudança ocorre após planos de entrar em sete novos mercados.

Empresa prevê retorno do investimento com exportação de genética equina

A nova empresa será independente e negociada na NYSE a partir de outubro.