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Rare Earths Americas planeja produção de terras raras no Brasil até 2031

A empresa avança em parcerias com o governo dos EUA e estudos de viabilidade.

Gabriel Rodrigues29 de julho de 2026 às 19:50
Rare Earths Americas planeja produção de terras raras no Brasil até 2031

A Rare Earths Americas (REA) está promovendo diálogos com autoridades dos Estados Unidos para buscar suporte financeiro e apoio a seus projetos no Brasil, onde pretende iniciar a produção comercial de terras raras até 2031.

Francisco Tomazoni, responsável pela REA no Brasil, destacou, em entrevista ao programa Mapa da Mina, que a empresa mantém uma comunicação aberta com potenciais investidores, embora ainda não tenha estabelecido um modelo de financiamento concreto.

A REA opera atualmente com três de seus quatro projetos no Brasil: Alpha na Bahia, Constellation em Minas Gerais, e Homer em Goiás. O único projeto fora do país, Shiloh, está localizado na Geórgia, EUA.

Projetos em Foco

Dentre os projetos, Alpha é a prioridade da instituição e será o foco dos estudos iniciais para determinação da sua viabilidade econômica. Em 2027, a empresa planeja iniciar estudos de pré-viabilidade que devem elucidar custos, métodos de processamento e necessidade de infraestrutura.

Com a viabilidade apoiada em análises técnicas, a primeira produção de terras raras poderá começar em 2031.

Entretanto, a realização do projeto dependerá de fatores como licenciamento ambiental e o envolvimento com as comunidades locais, que podem influenciar nos prazos estabelecidos.

Neste contexto, a empresa ainda não definiu qual será o produto final com os recursos extraídos. As opções incluem compostos mistos de terras raras ou a produção de ímãs permanentes, o que requer processos químicos e tecnológicos complexos.

Contexto sobre Terras Raras

As terras raras são essenciais na fabricação de diversos produtos tecnológicos, como smartphones e ímãs potentes, e a busca por fontes fora da China é uma estratégia crescente no setor.

Tomazoni ressaltou que a REA estuda diversas alternativas de desenvolvimento, que poderão incluir parcerias com empresas que já contam com expertise nas áreas de separação e fabricação, dependendo das condições financeiras e regulatórias que encontrarem no Brasil.

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