Relatório da ONU revela fornecimento de armas e tecnologia militar

Uma investigação da ONU revelou que os Emirados Árabes Unidos, Chade, Líbia e Somália estão fornecendo apoio logístico que intensifica o conflito no Sudão. O uso de armas estrangeiras e tecnologia militar tem permitido que os grupos em guerra realizem ataques com drones em áreas civis distantes.
O conflito sudanês, que teve início em abril de 2023 devido a disputas de poder entre as Forças Armadas e as Forças de Apoio Rápido (RSF), já causou o deslocamento de mais de 14 milhões de pessoas, resultando em uma das maiores crises humanitárias do mundo.
De acordo com o relatório, mais de mil pessoas perderam a vida em ataques aéreos com drones nos cinco primeiros meses de 2026, com ambos os lados sendo acusados de graves violações dos direitos humanos e do direito internacional humanitário, configurando possíveis crimes de guerra.
✨ Em sua defesa, a missão diplomática dos Emirados Árabes Unidos rejeitou as acusações, afirmando não ter fornecido materiais militares para o conflito.
A investigação encontrou evidências de uma rede que conecta indivíduos e entidades dos países mencionados, que estariam fornecendo armas e assistência à RSF, incluindo a presença de até dois mil contratados colombianos operando drones. As operações ocorreram, inclusive, na cidade de Al-Fashir, em Darfur.
A ONU afirma que o uso de drones sofisticados pelos dois lados permite ataques a alvos distantes, muitas vezes resultando em mortes de civis e danos a infraestruturas essenciais como hospitais e escolas.
A situação em Darfur já havia sido caracterizada como genocídio, com antecedentes de assassinatos em massa e outras atrocidades.
Os investigadores reiteraram a necessidade de um embargo de armas para a região de Darfur e pediram a expansão dessa proibição para todo o Sudão, enfatizando a urgência de uma resposta internacional ao caos humanitário.
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