Mudanças na proposta podem ampliar atuação das polícias legislativas, segundo a associação.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) criticou a recente mudança no texto da PEC da Segurança Pública, que aborda as atribuições da Polícia Federal e das polícias legislativas da Câmara e do Senado. A entidade argumenta que a nova redação pode permitir um aumento nas investigações criminais realizadas pelas polícias do Congresso, mesmo sem uma legislação que delimite essas competências.
O relator da PEC no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE), refutou a ideia de que a alteração limita ou retira poderes da Polícia Federal. Segundo ele, a intenção é esclarecer a autorização para que a Polícia Legislativa do Senado possa investigar crimes no âmbito do Poder Legislativo.
✨ O trecho modificado afirma que a competência da Polícia Federal se dá 'sem prejuízo das atribuições das polícias' estabelecidas na Constituição, o que pode gerar insegurança jurídica e sobreposição de funções.
A ADPF destaca que as atribuições das polícias legislativas decorrem de atos internos das casas legislativas e não há uma legislação clara sobre como poderiam atuar em investigações criminais. A nova redação não constava na versão aprovada anteriormente pela Câmara dos Deputados e não foi debatida na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
O relator reafirmou que a proposta não compromete o trabalho da Polícia Federal, que continuará a atuar em suas competências habituais, inclusive em relação a decisões judiciais em investigações. A PEC da Segurança Pública teve sua votação finalizada na CCJ do Senado e será analisada pelo plenário nos próximos dias.
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