AGU contesta decisão do TCU sobre reestruturação dos Correios
Governo busca reverter acórdão que aponta falhas na operação de garantia

A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu ao Tribunal de Contas da União (TCU) para tentar anular parcialmente a decisão que identificou falhas significativas no plano de reestruturação dos Correios, especialmente na garantia do governo federal para um empréstimo de 12 bilhões de reais, contratado pela estatal.
A ação foi protocolada em nome dos Ministérios da Fazenda, Gestão e Comunicações, além da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). A AGU sustenta que todos os critérios exigidos foram integralmente atendidos, conforme evidências apresentadas pelo Executivo.
"Não há que se falar em irregularidade ou responsabilização, uma vez que a atuação administrativa se deu em estrita conformidade com o ordenamento jurídico vigente e com o princípio da legalidade estrita que rege a Administração Pública.
✨ O TCU alertou que a aprovação do plano de reestruturação não seguiu todos os procedimentos necessários, o que poderia aumentar riscos fiscais.
No final de maio, o TCU emitiu um alerta, apontando que a aprovação do plano e da garantia da União para o empréstimo não respeitou as diretrizes exigidas, o que poderia comprometer a Lei de Responsabilidade Fiscal e, consequentemente, a saúde financeira do Tesouro Nacional.
Os Correios, uma empresa estatal responsável pelos serviços postais no Brasil, registraram um prejuízo de 8,5 bilhões de reais em 2025 e enfrentam dificuldades financeiras, com um déficit de 3,1 bilhões de reais apenas no primeiro trimestre de 2026.
Contexto
Os Correios não dependem diretamente de recursos do orçamento da União para operar, mas sua recente crise financeira levantou preocupações sobre sua sustentabilidade e operação no futuro.
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