Intervenção do Estado brasileiro é solicitada em tribunal americano

A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou que solicitará à Justiça dos Estados Unidos a defesa dos interesses do Brasil em um processo movido pela Trump Media e pela plataforma Rumble contra o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF). A petição de intervenção será protocolada ainda nesta tarde.
✨ O Brasil busca proteger decisões judiciais do STF contra questionamentos em tribunais estrangeiros.
De acordo com o comunicado da AGU, a intervenção é necessária, uma vez que o processo foi iniciado exclusivamente contra Moraes. "Para que o Brasil possa promover a defesa das decisões judiciais proferidas pelo STF, o Estado precisa se habilitar nos autos do processo", detalha a nota.
A AGU argumenta que as decisões do STF não devem ser contestadas em tribunais de outros países, afirmando que essa prática violaria o princípio da imunidade de jurisdição, reconhecido em várias legislações internacionais, inclusive a americana. O órgão ressaltou que o Brasil não aceitará que suas decisões judiciais sejam questionadas no exterior.
O presidente do STF, Edson Fachin, havia solicitado que a AGU tomasse providências a respeito do caso nos EUA, especialmente após a autorização da Justiça americana para notificar Moraes sobre a ação proposta contra ele.
Trump Media e Rumble tentam anular ordens de bloqueio e restrição emitidas por Moraes, alegando que essas medidas configuram censura e violam direitos constitucionais. O ministro já ordenou o bloqueio de mais de 120 contas nas redes sociais, alegando ataques a instituições democráticas e incitação ao golpe de Estado.
Desde 2020, Moraes tem coordenado inquéritos sobre ameaças ao STF e ações antidemocráticas, monitorados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Muitas das contas bloqueadas já foram reativadas por decisões do STF.
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