Itamaraty defende que América Latina deve indicar nova secretária-geral.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou uma nota enfatizando que a América Latina possui mulheres capacitadas para liderar a Organização das Nações Unidas (ONU), após a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, retirar sua candidatura ao cargo.
Bachelet anunciou sua desistência no último sábado (19), poucas semanas após uma pesquisa que a posicionou em penúltimo lugar entre oito candidatos. O governo brasileiro tem defendido que, seguindo o critério de rotatividade, a próxima indicação para secretário-geral da ONU deve ser feita pela América Latina, sucedendo António Guterres, cujo mandato termina este ano.
✨ O Itamaraty destacou a competência de Bachelet, que foi duas vezes Chefe de Estado, Ministra da Saúde e da Defesa, e a primeira diretora da ONU Mulheres.
A candidatura de Bachelet foi inicialmente apoiada pelo ex-presidente chileno Gabriel Boric, mas sua força diminuiu após o novo presidente chileno, José Antonio Kast, retirar seu apoio. A nota do Itamaraty não informa qual nome será apoiado na ausência de Bachelet, mas menciona que o Brasil priorizará um perfil que se comprometa com os princípios da ONU, incluindo paz e segurança.
O secretário-geral da ONU é eleito pela Assembleia Geral e recomendações de segurança para um mandato de cinco anos. António Guterres deixará o cargo no dia 31 de dezembro, após dois mandatos. O secretário-geral atua como principal representante da ONU e coordena suas atividades, além de mediar conflitos e chamar a atenção para crises. Recentemente, Caroline Rodrigues-Birkett, ex-chanceler da Guiana, se destacou como favorita na votação do Conselho de Segurança.
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Jornalista especializado em Política




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